OpenAI e Meta alertam sobre dificuldade em detectar deepfakes em tribunais

Destaques
- •Deepfakes de IA se tornam indistinguíveis de conteúdo real, alertam especialistas.
- •Apenas 15 de 931 juízes americanos relataram ter enfrentado casos de deepfake.
- •Avanços tecnológicos dificultam a verificação de provas em julgamentos.
A inteligência artificial está avançando a passos largos, e com ela, a capacidade de criar deepfakes cada vez mais realistas. Especialistas da OpenAI e da Meta alertaram um painel judicial federal nos EUA que a sofisticação dessas falsificações torna cada vez mais difícil determinar a autenticidade de provas em julgamentos.
A tecnologia de IA generativa evoluiu a ponto de vídeos e áudios falsos serem quase impossíveis de serem identificados, tanto por humanos quanto por softwares. A preocupação é que isso possa comprometer a integridade de evidências apresentadas nos tribunais.
Ainda assim, o problema parece ser mais teórico do que prático por enquanto. Um levantamento indicou que apenas 15 juízes de 931 responderam ter enfrentado casos de contestação de provas por suspeita de deepfake.
Ainda assim, a tendência é que a situação se torne mais desafiadora. Empresas como OpenAI e Meta buscam desenvolver ferramentas de verificação, e leis em locais como a Califórnia e a União Europeia exigem marcas d'água, mas não há um método universalmente eficaz.



