Oncoclínicas pede socorro na Justiça para adiar dívidas e evitar calote

Destaques
- •Empresa busca suspensão temporária da cobrança de dívidas via tutela cautelar.
- •Prejuízo líquido consolidado em 2025 foi de R$ 1,38 bilhão, revertendo lucro de 2024.
- •Auditoria da Deloitte aponta incerteza sobre a continuidade operacional da companhia.
A Oncoclínicas deu um passo drástico e vai à Justiça para tentar suspender temporariamente a cobrança de suas dívidas. O pedido de tutela cautelar no Tribunal de Justiça de São Paulo visa travar a cobrança imediata de compromissos financeiros e suspender cláusulas que permitem aos credores exigir o pagamento integral dos débitos.
Essa manobra é um sinal claro da pressão que a empresa vem sofrendo. Em 2025, a Oncoclínicas registrou um prejuízo líquido de R$ 1,38 bilhão, um contraste gritante com o lucro de R$ 106,3 milhões no ano anterior. A auditoria da Deloitte já havia alertado sobre a incerteza na continuidade operacional da companhia.
A situação se agrava com o rebaixamento da nota pela agência Fitch para RD (restricted default), indicando que a empresa já descumpriu parte de suas obrigações financeiras. Além disso, a companhia tem enfrentado perda de médicos e cautela de fornecedores e parceiros, impactando sua competitividade e governança corporativa.
Apesar do cenário turbulento, surgiram propostas de resgate, incluindo uma negociação com Porto Seguro e Grupo Fleury para a criação de uma nova empresa, e um financiamento de curto prazo da gestora MAK Capital. 📉




