Argentina: Dívidas disparam com Milei e inflação alta

Destaques
- •Inadimplência de famílias argentinas atinge <b>10,6%</b> em janeiro de 2026, maior patamar desde 2023.
- •Medidas de austeridade de <b>Javier Milei</b>, com cortes de gastos, impactam poder de compra.
- •Salários não acompanham a inflação, elevando o endividamento e a dificuldade de pagamento.
A Argentina está vendo um salto na inadimplência de empréstimos. O professor Gonzalo Martínez, 37 anos, é um dos muitos que lutam contra dívidas crescentes, reflexo direto da redução do poder aquisitivo.
O número de famílias argentinas com empréstimos em atraso subiu para 10,6% em janeiro de 2026, um aumento significativo em comparação com os 2,8% de dezembro de 2023, quando o presidente Javier Milei assumiu o cargo.
A situação se agravou com os cortes profundos nos gastos públicos e a redução de subsídios para serviços essenciais, como eletricidade e transporte. Apesar da queda na inflação anual, os aumentos nas tarifas e o congelamento salarial comprimiram a renda disponível das famílias.
A crise de renda é o principal motor por trás do aumento da inadimplência. Analistas alertam que a tendência pode piorar com o aumento dos preços globais de energia, e que os números oficiais podem subestimar a real dimensão do problema, já que empréstimos fora do sistema bancário formal podem ser ainda mais arriscados.
A expectativa é de que a inadimplência continue a crescer. 📉




