Oncoclínicas em Risco: Médicos e Fornecedores Fogem da Rede de Clínicas
Destaques
- •A Oncoclínicas enfrenta fuga de médicos e cautela de fornecedores devido a problemas de governança e crédito.
- •A falta de clareza sobre a exposição ao Banco Master e o alto endividamento pressionam a companhia.
- •Camille Faria, ex-Americanas e Oi, chega para reestruturar a empresa e pode suceder o fundador Bruno Ferrari.
A Oncoclínicas já sente os primeiros reflexos da crise financeira e de governança: médicos estão saindo e fornecedores e parceiros demonstram cautela. A principal preocupação gira em torno da falta de clareza sobre a exposição da empresa ao Banco Master, que já deteve 15% da companhia e recebeu R$ 480 milhões em CDBs.
A situação se agrava com o alto endividamento da Oncoclínicas, que precisou de um aumento de capital de R$ 1,4 bilhão para evitar o descumprimento de cláusulas contratuais (covenants) com credores. Empresas parceiras, como fornecedoras de equipamentos e medicamentos, estão mais rígidas nas negociações de pagamento.
A chegada de Camille Faria, conhecida por reestruturações na Americanas e Oi, traz um sopro de esperança para o ajuste da rede de clínicas. O mercado a vê como forte candidata a suceder o fundador Bruno Ferrari, enquanto a busca por um novo CEO está em fase avançada. A perda de médicos, que emprega 18% dos oncologistas do Brasil, pode impactar a liderança da empresa no mercado ambulatorial de oncologia, beneficiando concorrentes como a Rede D’Or. 📉



