Óculos inteligentes: o novo desafio para o sigilo do voto nas eleições

Destaques
- •O TSE proíbe o uso de qualquer dispositivo que possa comprometer o sigilo do voto na cabine eleitoral.
- •Óculos inteligentes, com câmeras e microfones, se enquadram nessa proibição, mas não são citados nominalmente nas regras.
- •A fiscalização é um desafio, com especialistas apontando a necessidade de treinamento específico para mesários.
A Justiça Eleitoral já está de olho nos óculos inteligentes. Embora o celular seja o vilão conhecido, esses gadgets com câmeras e microfones podem trazer um novo desafio para garantir o sigilo do voto.
A regra é clara: nada que possa registrar ou transmitir sua escolha na urna. Isso inclui os óculos que, mesmo não sendo citados diretamente, se enquadram perfeitamente na proibição. O risco é real, como provou um caso no Pará em 2024, onde óculos espiões foram usados para comprovar compra de votos.
A grande questão agora é a fiscalização. Mesários recebem orientações para pedir que esses dispositivos sejam deixados do lado de fora, assim como os celulares. No entanto, os manuais e treinamentos ainda não abordam especificamente os óculos inteligentes, o que pode gerar brechas.
A orientação é que, ao identificar um óculos inteligente, o mesário peça para o eleitor retirá-lo antes de entrar na cabine. A Justiça Eleitoral reforça que a tecnologia não muda a regra, e violar o sigilo do voto é crime, com pena de até dois anos de detenção. 📉

