O espelho colonial: Palestina e Saara Ocidental expõem a hipocrisia global

Destaques
- •O Direito Internacional é seletivamente aplicado, favorecendo ocupantes como Israel e Marrocos.
- •Resoluções e pareceres jurídicos existem, mas a vontade política para aplicá-los contra aliados ocidentais falha.
- •A resistência de povos ocupados é criminalizada, enquanto a opressão é normalizada por conveniências estratégicas.
A ordem internacional contemporânea exibe uma perversidade política: povos ocupados são clamados à paciência, enquanto ocupantes armados, violadores do Direito Internacional, são tratados como interlocutores legítimos. A Palestina e o Saara Ocidental são exemplos cristalinos dessa hipocrisia estrutural.
Esses casos expõem processos coloniais prolongados, onde o direito à autodeterminação é negado há décadas. O Direito Internacional é citado, celebrado e convenientemente ignorado, especialmente quando envolve aliados estratégicos como Israel e Marrocos, protegidos pela blindagem política de potências como os Estados Unidos.
A engenharia da ocupação em ambos os territórios segue padrões semelhantes: assentamentos coloniais, transferência populacional, muros de segregação e repressão. A questão central reside na resposta internacional a essa ocupação.
O que acontece quando o direito à autodeterminação é sistematicamente negado?
A luta contra a dominação colonial e a ocupação estrangeira é reconhecida como processo legítimo de libertação nacional. No entanto, a seletividade internacional criminaliza a resistência dos ocupados, enquanto o ocupante recebe apoio. A lógica inverte os fundamentos do Direito Internacional: a normalização da ocupação, e não a resistência, é o verdadeiro problema. Enquanto houver ocupação, haverá resistência, pois nenhum povo aceita viver de joelhos indefinidamente ✊.




