O 'Araña' foi para os EUA e agora? Petro diz que desarmamento de grupo dissidente das Farc pode melar
Destaques
- •Extradição de Geovany Andrés Rojas, o 'Araña', para os EUA pode atrapalhar negociações de paz na Colômbia.
- •Ex-presidente Gustavo Petro alega que Rojas era peça chave para desmobilizar o grupo dissidente das Farc, Comandos de la Frontera.
- •Rojas é acusado nos EUA de narcotráfico e narcoterrorismo; governo colombiano atual prioriza combate ao crime organizado.
A extradição de Geovany Andrés Rojas, vulgo “Araña”, para os Estados Unidos acendeu um alerta na Colômbia. O ex-presidente Gustavo Petro soltou o verbo, afirmando que a decisão pode comprometer as negociações para desarmar os Comandos de la Frontera, um grupo dissidente das Farc.
Petro explicou que, durante seu governo, suspendeu a extradição de Rojas não por considerá-lo inocente, mas porque o líder armado havia assumido compromissos cruciais: desmantelar sua estrutura de narcotráfico, reduzir a violência em Putumayo e, o mais importante, desarmar seu grupo.
Mas o governo atual, focado em combater o narcotráfico e organizações criminosas, autorizou a entrega de Rojas, que agora enfrenta acusações de conspiração internacional para distribuir cocaína e narcoterrorismo em San Diego, Califórnia.
A questão é: sem o principal interlocutor, o processo de desarmamento dos Comandos de la Frontera vai para o beleléu? A Colômbia perde um trunfo nas negociações de paz em troca de uma extradição que, segundo o governo, faz parte da política de combate ao crime. 📉


