Nova categoria: "Autismo Profundo" divide opiniões

Destaques
- •Proposta de nova categoria "autismo profundo" visa dar visibilidade a pessoas com deficiência intelectual e alta necessidade de suporte.
- •Estudos iniciais indicam que cerca de 1 em 4 crianças autistas podem se enquadrar nos critérios.
- •A classificação ainda é um debate entre especialistas e a comunidade autista, com receio de estigmatização e subvalorização de outros casos.
Uma nova categoria, o "autismo profundo", está ganhando espaço nas discussões científicas, proposta para abranger pessoas com deficiência intelectual significativa e alta necessidade de assistência nas atividades diárias.
Essa nomenclatura, que não é um novo diagnóstico oficial mas sim uma proposta de classificação, surge para dar mais visibilidade a um grupo frequentemente sub-representado em pesquisas. A ideia é que, segundo estudos preliminares, cerca de 25% das crianças autistas poderiam se enquadrar nesses critérios mais específicos.
A proposta, no entanto, não é um consenso e gera debate. Especialistas alertam para o risco de que a nova classificação seja vista como um "nível 4" do espectro, minimizando as necessidades de pessoas autistas que não se encaixam nos critérios de "profundo", mas que ainda demandam suporte substancial. O debate continua em torno de como melhor representar e atender a diversidade dentro do espectro autista.



