MP de SP usará câmeras do Smart Sampa contra crime e violência contra mulher

Destaques
- •Ministério Público de SP e Prefeitura firmam parceria para usar sistema de monitoramento por câmeras em investigações.
- •O GAECO utilizará a tecnologia para combater o crime organizado, enquanto o Núcleo de Gênero notificará homens com medidas protetivas.
- •A iniciativa visa aprimorar investigações e garantir a segurança de mulheres, com potencial de expansão da rede de câmeras.
O Ministério Público de São Paulo (MPSP) formalizou uma parceria com a Prefeitura de São Paulo para integrar o sistema de monitoramento por câmeras da cidade, o Smart Sampa, às investigações de combate ao crime organizado e à violência contra a mulher. A iniciativa, oficializada por meio de dois acordos técnicos, visa aprimorar as ações de prevenção, repressão e investigação em áreas sensíveis.
O Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (GAECO) do MPSP terá acesso ao sistema para auxiliar em suas operações. O promotor de Justiça do Gaeco, Luiz Fernando Bugiga Rebellato, destacou o potencial da estrutura da Prefeitura. "Desde que visitamos o Smart Sampa pela primeira vez, vimos o grande potencial da estrutura que a Prefeitura de São Paulo tem implementado cada dia mais, não só na identificação de criminosos. O policiamento preventivo, o monitoramento e os deslocamentos de determinados alvos têm um potencial muito grande para aprimorar as nossas investigações", declarou.
Combate ao crime organizado com tecnologia
O acordo com o GAECO terá vigência de 12 meses, podendo ser prorrogado. A utilização do Smart Sampa permitirá um monitoramento mais eficaz de atividades criminosas, auxiliando na identificação de suspeitos e no acompanhamento de alvos estratégicos. A integração tecnológica promete otimizar os recursos já existentes na cidade para a segurança pública.
A rede de monitoramento da Prefeitura de São Paulo é vasta, contando atualmente com 58 mil câmeras. Há planos de expansão para adicionar mais 20 mil equipamentos em breve, o que reforça o potencial da parceria.
Proteção a mulheres e medidas protetivas
O Núcleo de Gênero do Centro de Apoio Operacional Criminal (CAOCrim) do MPSP utilizará o sistema para uma finalidade específica: notificar homens que descumprem medidas protetivas de aproximação de suas companheiras ou ex-companheiras. Essa ação será executada por uma equipe da Guarda Civil Metropolitana (GCM).
Segundo o MPSP, aproximadamente 40% dos alvos que precisam ser notificados sobre medidas protetivas não são encontrados. O convênio para essa frente terá duração de 60 meses, também com possibilidade de prorrogação, buscando aumentar a efetividade dessas ordens judiciais e a segurança das vítimas.
Segurança e próximos passos
A parceria surge em um momento em que a tecnologia de monitoramento se mostra cada vez mais crucial para as forças de segurança. Recentemente, um incidente de vazamento de informações do sistema por um operador foi noticiado, mas a prefeitura assegurou que o caso foi isolado e não representa uma falha de segurança geral.
A expectativa é que a integração do Smart Sampa com as investigações do Ministério Público resulte em um aumento da eficiência no combate à criminalidade e na proteção de grupos vulneráveis, como as mulheres vítimas de violência doméstica.
Matérias originais
- MPSP passa a usar SmartSampa para combate ao crime organizado · agenciabrasil.ebc.com.br



