MP de SP pede investigação de namorada e assistente técnico de Fernando Sastre

Destaques
- •Ministério Público de São Paulo solicita apuração de crimes envolvendo a namorada e o assistente técnico de Fernando Sastre de Andrade Filho.
- •Suspeitas incluem falsidade ideológica contra o assistente e falso testemunho contra a namorada, que teria mentido sobre o consumo de álcool do empresário.
- •O MP também recorreu da pena de Fernando Sastre, pedindo aumento da condenação de 17 anos, 1 mês e 10 dias de prisão.
O Ministério Público de São Paulo (MPSP) solicitou à Polícia Civil a instauração de dois inquéritos policiais para apurar possíveis crimes cometidos pela namorada de Fernando Sastre de Andrade Filho, Giovanna Pinheiro Silva, e pelo assistente técnico de sua defesa, Alfredo Vieira das Neves Júnior. As investigações visam possíveis falsidade ideológica e falso testemunho, respectivamente, no âmbito do julgamento que condenou o empresário pela morte do motorista de aplicativo Ornaldo da Silva Viana, em um acidente envolvendo um Porsche em 2024.
A suspeita de falsidade ideológica contra o assistente técnico Alfredo Vieira das Neves Júnior surgiu após questionamentos do Ministério Público sobre informações apresentadas por ele durante o julgamento. Já Giovanna Pinheiro Silva é investigada por possível falso testemunho, pois em depoimento anterior teria afirmado que Fernando Sastre não havia consumido bebida alcoólica, apenas água. Contudo, durante o julgamento, o próprio empresário admitiu ter ingerido álcool antes do acidente.
Ausência e presença no julgamento
A ata das sessões do Tribunal do Júri, realizadas entre os dias 28 e 30 de outubro, revela que Giovanna Pinheiro Silva foi intimada pessoalmente para comparecer ao julgamento em 28 de outubro, mas não se apresentou no horário marcado nem justificou sua ausência previamente. A testemunha chegou a ser procurada por oficiais de Justiça para condução coercitiva, mas não foi localizada.
Posteriormente, a defesa de Fernando Sastre informou que havia desistido de sua oitiva. A juíza homologou a desistência, mas, em seguida, foi constatado que Giovanna estava na plateia do plenário, acompanhando a sessão como espectadora, o que levantou ainda mais suspeitas sobre sua conduta.
Pedido de aumento de pena
Paralelamente às investigações sobre a namorada e o assistente técnico, o Ministério Público de São Paulo recorreu da pena imposta a Fernando Sastre. O empresário foi condenado a 17 anos, 1 mês e 10 dias de prisão em regime fechado, além da inabilitação para dirigir veículos automotores.
A apelação, assinada em 2 de outubro e apresentada ao Tribunal de Justiça de São Paulo, sustenta que a pena aplicada é insuficiente e desproporcional diante da gravidade dos fatos. O MP argumenta que Sastre assumiu o risco de provocar danos às duas vítimas de forma consciente e independente, pedindo a soma das penas pelos dois crimes: homicídio qualificado (dolo eventual) e lesão corporal contra Marcus Vinícius Machado Rocha, que estava no Porsche no momento da colisão.
Os jurados reconheceram a qualificadora de perigo comum no caso do homicídio, entendendo que a conduta do empresário colocou outras pessoas em risco. A defesa de Fernando Sastre ainda não se manifestou sobre os pedidos de investigação e o recurso do MP.
Matérias originais
- MP pede investigação sobre namorada de Sastre e assistente técnico · cnnbrasil.com.br



