Moraes arquiva inquérito contra ex-diretores da PRF em caso de blitzes eleitorais

Destaques
- •Alexandre de Moraes arquiva investigação contra ex-diretores da PRF.
- •Acusação envolvia tentativa de impedir eleitores de votar em 2022.
- •Decisão segue entendimento da PGR, que não viu elementos contra os indiciados.
O ministro Alexandre de Moraes, do STF, deu um ponto final em uma investigação que mirava três ex-diretores da Polícia Rodoviária Federal (PRF). A turma era acusada de tentar atrapalhar eleitores em 2022.
O caso envolvia blitzes da PRF no dia do segundo turno, que, segundo a PF, poderiam ter restringido o direito ao voto, especialmente no Nordeste. A Polícia Federal chegou a indiciar os ex-diretores por crimes como prevaricação e participação na tentativa de abolição do Estado Democrático de Direito.
Mas a Procuradoria-Geral da República (PGR) não viu o mesmo:
Diante do parecer da PGR, Moraes acatou o pedido e determinou o arquivamento do inquérito. A decisão beneficia Djairlon Henrique Moura, Luis Carlos Reischak Junior e Rodrigo Cardozo Hoppe.
A polêmica das blitzes ganhou força quando o então diretor-geral da PRF declarou voto em Bolsonaro na véspera do pleito e a PRF realizou uma fiscalização ostensiva em ônibus no Nordeste, região onde Lula levava vantagem. A ordem de Moraes para suspender as ações foi desrespeitada na época. 📉

