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Mito da Grande Muralha da China visível do espaço é desmentido por astronauta

20 de outubro de 2026
Mito da Grande Muralha da China visível do espaço é desmentido por astronauta

Destaques

  • •A crença de que a Grande Muralha da China é visível do espaço, popularizada desde o século 18, foi desmentida pelo primeiro taikonauta chinês, Yang Liwei.
  • •Yang Liwei, após passar 21 horas em órbita, declarou não ter visto a muralha, contrariando um mito que gerou decepção na China.
  • •O taikonauta também relatou sons inexplicáveis em órbita, que podem ter sido causados por variações de temperatura no casco da nave.

A crença popular de que a Grande Muralha da China pode ser vista do espaço é um mito que remonta ao século 18, quando o antiquário inglês William Stukeley sugeriu em 1754 que ela seria discernível da Lua. Essa ideia ganhou força ao longo dos séculos, sendo popularizada em 1932 pela tira de curiosidades Ripley’s Believe It or Not!, que a descreveu como a única construção humana visível a olho nu da Lua.

No entanto, a realidade desfez essa crença. Em outubro de 2003, Yang Liwei, o primeiro taikonauta chinês a ir ao espaço a bordo da nave Shenzhou 5, declarou em entrevista coletiva após retornar de sua missão que não viu a Grande Muralha. Sua declaração, feita após 21 horas em órbita, causou surpresa e decepção em muitos chineses, que acreditavam firmemente no mito.

O mito da visibilidade espacial

A ideia de que a Grande Muralha da China é visível do espaço tem raízes antigas. Em 1754, William Stukeley escreveu sobre a possibilidade de vê-la da Lua. No século 19, o jornalista Henry Norman repetiu a afirmação em 1895. A versão moderna e popular do mito foi impulsionada em 1932 pelo livro de curiosidades Ripley’s Believe It or Not!, que a destacou como a única obra humana visível da Lua a olho nu.

A realidade em órbita

Apesar da popularidade do mito, a experiência de Yang Liwei em 2003 provou o contrário. Ao retornar de sua missão, ele afirmou: “A Terra parecia muito bonita do espaço, mas não vi a nossa Grande Muralha”. A declaração repercutiu amplamente na China, desfazendo um mito que muitos chineses consideravam um orgulho nacional.

Sons misteriosos no espaço

Curiosamente, a missão de Yang Liwei também trouxe outro mistério. Durante seu tempo em órbita, ele relatou ter ouvido batidas inexplicáveis no casco da nave, descrevendo o som como “um martelo de madeira batendo em um balde de ferro”. Como o espaço é um vácuo, o som não deveria se propagar. Liwei chegou a olhar pela janela, mas não viu nada. Astronautas chineses em missões posteriores, em 2005 e 2008, também relataram ouvir sons semelhantes.

A explicação mais provável para esses sons, segundo especialistas, é que se tratam do casco da nave se contraindo e expandindo devido às drásticas variações de temperatura entre a luz solar direta e a sombra no espaço. Essa expansão e contração do metal podem gerar ruídos que se propagam pela estrutura da espaçonave, sendo percebidos pelos astronautas.

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