Ministro Tomé Franca vê reeleição de Lula como sinal de busca por credibilidade

Destaques
- •Ministro de Portos e Aeroportos, Tomé Franca, interpretou o resultado das eleições presidenciais como um desejo da população por segurança institucional e gestores confiáveis.
- •Franca defendeu a manutenção da estrutura do Ministério de Portos e Aeroportos, destacando sua importância e os mais de R$ 150 bilhões em investimentos previstos.
- •A pasta, separada do Ministério dos Transportes, é vista como um modelo bem-sucedido para o próximo mandato de Lula, com foco em diálogo com o mercado e estabilidade regulatória.
O ministro de Portos e Aeroportos, Tomé Franca, avaliou que a reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva para um quarto mandato, em 27 de outubro de 2026, reflete o desejo dos brasileiros por segurança institucional e gestores com credibilidade. A declaração foi feita durante o 13º Encontro Anual da ATP (Associação de Terminais Portuários Privados), em Brasília.
Segundo Franca, o resultado das urnas demonstrou que o país busca estabilidade e compromisso público. Ele ressaltou que Lula representa o diálogo com o mundo e a defesa da soberania, aspectos cruciais para o desenvolvimento econômico e social. O ministro enfatizou a importância da articulação entre os setores público e privado para o avanço da infraestrutura nos próximos quatro anos, garantindo um ambiente de segurança jurídica e regulatória para investidores, especialmente em setores de longo prazo como as concessões portuárias.
Manutenção da pasta de Portos e Aeroportos
Tomé Franca também defendeu a continuidade da existência do Ministério de Portos e Aeroportos, que foi desmembrado do antigo Ministério da Infraestrutura durante o governo Jair Bolsonaro. Ele classificou a separação como uma "experiência bem-sucedida" e destacou que a pasta ganhou "tamanho importante" sob sua gestão.
Atualmente, o ministério é responsável por uma carteira de mais de R$ 150 bilhões em investimentos previstos para os próximos quatro anos. Franca argumentou que a prioridade para portos, aeroportos e hidrovias deve ser mantida, com uma equipe técnica especializada.
Apesar da autonomia, o Ministério de Portos e Aeroportos mantém uma forte integração com o Ministério dos Transportes. Juntos, os órgãos elaboraram o Plano Nacional de Logística (PNL) 2050, que projeta R$ 1,2 trilhão em investimentos. O ministro afirmou que o diálogo entre as pastas é fundamental e que já existe uma proximidade, com ambos os ministérios operando no mesmo prédio.
Próximos passos e cenário político
Tomé Franca, que não é filiado a partido, mas tem experiência em governos do PSB em Pernambuco, assumiu o ministério em março de 2026 após a saída de Silvio Costa Filho. Ele declarou que a decisão sobre sua permanência na pasta depende do presidente Lula.
O ministro mencionou que as discussões sobre a configuração ministerial para o próximo mandato ainda não começaram, mas que Lula pretende iniciar o debate sobre a nova Esplanada em breve. A estrutura atual do Ministério de Portos e Aeroportos, que foi entregue ao Republicanos no governo atual, é vista como um modelo a ser preservado para garantir a continuidade das políticas de infraestrutura.
Matérias originais
- Urnas mostraram que Brasil quer segurança institucional, diz ministro · poder360.com.br
- Ministro de Portos e Aeroportos defende manutenção do órgão em novo governo · poder360.com.br



