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Ministério da Saúde planeja programa para menopausa no SUS com Unicamp

27 de outubro de 2026
Ministério da Saúde planeja programa para menopausa no SUS com Unicamp

Destaques

  • •Alexandre Padilha busca colaboração da Unicamp para criar programa nacional de atenção à menopausa no SUS.
  • •O programa visa ampliar o acesso a medicamentos, tratamentos e tecnologias como a densitometria óssea.
  • •Expansão da produção e acesso a radiofármacos para tratamento de câncer também foi discutida.

O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, anunciou nesta terça-feira (27) a intenção de criar um programa nacional no Sistema Único de Saúde (SUS) voltado para o cuidado de mulheres na transição e durante a menopausa. A iniciativa contará com a expertise de professores do Centro de Atenção Integral à Saúde da Mulher (CAISM) da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), em Campinas (SP).

A escolha da Unicamp se deve ao histórico de colaboração da instituição com o SUS em outras áreas, como cuidado materno-infantil e implantação de novas técnicas de diagnóstico, como o Papanicolau e a identificação do HPV. "A gente vai convidar os professores do CAISM para discutir um novo programa para cuidar das mulheres na transição da menopausa e na menopausa. Medicamentos a serem utilizados, práticas a serem utilizadas, com a maior proposta de reorganização do SUS pelo presidente Lula nos próximos quatro anos", declarou o ministro.

Ampliação de tecnologias e tratamentos

Durante a visita ao CAISM, Padilha pôde constatar o funcionamento de um equipamento de densitometria óssea. Essa tecnologia é fundamental para medir a massa óssea e prevenir fraturas em mulheres no climatério e menopausa. A ideia é que a oferta desse tipo de equipamento seja ampliada em todo o SUS por meio do novo programa.

O programa também deve abordar a questão dos medicamentos e das práticas de tratamento mais adequadas para essa fase da vida feminina, buscando reorganizar e aprimorar os serviços oferecidos pelo SUS.

Expansão da produção de radiofármacos

Outro ponto discutido na visita foi a expansão do acesso à manipulação de radiofármacos para outros estados brasileiros. Radiofármacos são medicamentos que combinam elementos radioativos para fins diagnósticos ou terapêuticos, sendo comumente utilizados no tratamento de cânceres e tumores.

O Hospital de Clínicas (HC) da Unicamp possui uma Radiofarmácia Clínica que produz esses medicamentos. O ministro destacou que esse modelo pode ser replicado em outras regiões do país, especialmente no interior e nas regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste, onde o acesso a esses serviços é limitado. "Esse modelo da radiofarmácia da Unicamp pode ser replicado também para as regiões e é isso que a gente vai acompanhar junto com eles", afirmou Padilha.

Tecnologia de ponta no HC da Unicamp

Padilha também visitou uma área de medicina nuclear no HC da Unicamp para conhecer o SPECT/CT, um equipamento de R$ 8,6 milhões. Este aparelho utiliza inteligência artificial para gerar imagens de corpo inteiro em 3D com alta precisão, auxiliando na identificação precoce de lesões e no diagnóstico de câncer, além de reduzir o tempo de espera dos pacientes. Segundo a Unicamp, o HC é o primeiro hospital público da América Latina a contar com essa tecnologia.

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