Milei e a Economia Argentina: Crescimento no Papel, Dificuldade na Prática

Destaques
- •PIB argentino cresce 2,2% no primeiro semestre, mas inflação e custo de vida pesam no bolso do cidadão.
- •Mais de 31 mil empresas fecharam as portas desde dezembro de 2023, afetando principalmente PMEs.
- •Setores como mineração e energia prosperam, enquanto indústria e comércio enfrentam dificuldades.
A Argentina de Javier Milei vive um paradoxo: enquanto o PIB cresceu 2,2% no primeiro semestre, a sensação no dia a dia é de aperto. A inflação despencou de mais de 211% para 33,5%, mas a conta ainda não fecha para muitos.
O preço social das medidas de choque é alto: um em cada três argentinos vive na pobreza, o desemprego ronda os 8% e o poder de compra real segue atrás da inflação. A precariedade no emprego formal é um fantasma, levando muitos à informalidade e a dívidas impagáveis.
E o que acontece com as empresas?
A conta é dura: mais de 31 mil empresas fecharam desde dezembro, a maioria pequenas e médias. Setores como mineração e energia puxam os números para cima, mas indústria e comércio sofrem com a abertura às importações e o alto custo de vida. Uma economia de duas velocidades, onde nem todos conseguem acompanhar o ritmo. 📉



