Milan e Inter apresentam projeto de novo estádio de € 2,3 bilhões

Destaques
- •Clubes italianos AC Milan e Inter de Milão revelam planos para um novo estádio de € 2,3 bilhões, com capacidade para 71,5 mil torcedores.
- •O projeto, que visa aumentar receitas e reduzir a diferença comercial para outros clubes europeus, tem previsão de início em 2028 e conclusão para a temporada 2031-32.
- •A aprovação das autoridades reguladoras e a conclusão dos processos de planejamento são os próximos passos cruciais para o início das obras.
Os clubes de futebol AC Milan SpA e FC Internazionale Milano SpA apresentaram na quinta-feira (29) os planos para a construção de um novo estádio em Milão, que substituirá o centenário San Siro. O projeto ambicioso está orçado em cerca de € 2,3 bilhões (US$ 2,57 bilhões) e visa transformar um dos espaços esportivos mais emblemáticos da cidade.
A construção do novo estádio, que terá capacidade para 71,5 mil torcedores, está prevista para começar em 2028, dependendo da aprovação das autoridades reguladoras. A expectativa é que as primeiras partidas sejam disputadas na temporada 2031-32. O custo total abrange o estádio, as instalações adjacentes e despesas de financiamento. O novo estádio receberá o nome de Generali Stadium, em virtude de um acordo de direitos de nome com a seguradora italiana Generali.
O projeto e os arquitetos por trás dele
O projeto foi concebido pelos renomados escritórios de arquitetura Foster + Partners e Manica Architecture, com o respaldo de seus controladores: a americana RedBird Capital Partners (do AC Milan) e a Oaktree Capital Management (da Inter de Milão), esta última parte do grupo canadense Brookfield. Entre os trabalhos anteriores das firmas de arquitetura estão o estádio de Wembley, em Londres, e o estádio de Lusail, no Catar, palco da final da Copa do Mundo de 2022.
A proposta arquitetônica busca criar um espaço moderno, com duas arquibancadas íngremes atrás dos gols, cada uma com capacidade para cerca de 11,7 mil torcedores e inclinação de 37 graus. A cobertura protegerá todos os assentos, e as instalações serão versáteis para sediar shows e outros eventos esportivos.
Objetivos comerciais e o legado do San Siro
A iniciativa surge um ano após os clubes adquirirem o San Siro e o terreno adjacente da prefeitura de Milão por € 197 milhões (US$ 221 milhões). A posse da área permitirá às equipes explorar receitas adicionais com serviços de hospitalidade, patrocínios e eventos diversos, buscando diminuir a disparidade comercial em relação a outros grandes clubes europeus.
Os clubes pretendem reformular uma área de aproximadamente 280 mil metros quadrados ao redor do estádio, com a criação de espaços públicos, áreas verdes e instalações comerciais. A substituição do San Siro, inaugurado em 1926 e que recebeu a cerimônia de abertura dos Jogos Olímpicos de Inverno deste ano, representa um desafio para os arquitetos: adaptar o espaço às exigências atuais sem descaracterizar completamente o seu legado.
Próximos passos e desafios
Apesar da apresentação do projeto, os clubes ainda precisam finalizar os processos de planejamento e obter todas as autorizações necessárias das autoridades competentes antes que as obras possam começar. A ambição é que o novo estádio não apenas atenda às necessidades esportivas e comerciais, mas também se torne um novo marco para a cidade de Milão.
“É mais do que um edifício, é um sentimento”, declarou o arquiteto David Manica durante a apresentação. Seu colega, Norman Foster, acrescentou: “A ideia é fazer tudo o que o San Siro já fazia, mas tentando ir um passo além”.



