Meta é acusada de interferir em eleições brasileiras
Destaques
- •Antropóloga Letícia Cesarino aponta viés algorítmico das plataformas da Meta em favor da extrema direita.
- •ONG CTRL+Z registrou mais de mil casos de censura e restrições em perfis do Instagram durante eleições.
- •Acompanhar futuras decisões do TSE e posicionamento da Meta sobre moderação de conteúdo.
A Meta, gigante dona do Instagram e WhatsApp, está sob escrutínio por suposta interferência nas eleições brasileiras. A antropóloga Letícia Cesarino, professora da UFSC, afirma que os algoritmos da empresa possuem um viés que favorece a extrema direita, comparando as plataformas a um rio com correnteza que puxa para esse lado.
Relatos de usuários indicam que a IA do WhatsApp aceita gerar imagens com "Flávio 22", mas restringe "Lula 13". Além disso, a ONG CTRL+Z documentou mais de mil casos de censura e restrições em contas do Instagram, a maioria afetando perfis favoráveis a Luiz Inácio Lula da Silva.
A empresa de Mark Zuckerberg negou interferência, atribuindo falhas a problemas técnicos globais. No entanto, a pesquisadora argumenta que as plataformas não são neutras, mas sim ambientes de manipulação que colonizam a realidade offline, intensificando a radicalização.
A análise de Cesarino sugere que essa dinâmica, já observada em eleições anteriores, pode se tornar a nova norma, com políticos nativos digitais ganhando espaço. A questão é complexa e envolve a relação entre o poder das big techs e a soberania digital em um cenário tecnopolítico.
