Meta é acusada de interferir em eleições e se recusa a receber notificação

Destaques
- •Manifestantes protestam em frente à sede da Meta em SP contra suposta interferência eleitoral.
- •Meta se recusa a receber notificação extrajudicial sobre restrição de conteúdos e perfis.
- •TSE exige comprovação de isonomia na distribuição de conteúdos políticos e anúncios.
Um protesto agitou a sede da Meta em São Paulo nesta segunda-feira (19), com entidades da sociedade civil e movimentos sociais exigindo o fim da suposta interferência da empresa nas eleições brasileiras. Organizações acusam a dona do Facebook, Instagram e WhatsApp de restringir conteúdos e perfis ligados ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), além de questionar o uso de inteligência artificial e anúncios em moeda estrangeira.
Os manifestantes tentaram entregar uma notificação extrajudicial a representantes da companhia, mas a Meta se recusou a receber o documento. As entidades pedem transparência na moderação, canais de contestação e o fim do "shadowban", prática que reduziria o alcance de publicações sem aviso.
A empresa, por sua vez, nega qualquer tipo de parcialidade, atribuindo os incidentes a falhas técnicas e operacionais. A Meta já foi notificada pelo TSE, que determinou a comprovação de tratamento igualitário entre as candidaturas de Lula e Flávio Bolsonaro (PL), sob pena de multa diária de R$ 1 milhão.

