Meta admite falhas técnicas em contas de Lula e nega interferência eleitoral

Destaques
- •Funcionários da Meta reconheceram em comunicações internas que contas do Instagram de Lula foram afetadas por restrições durante eleições.
- •O TSE determinou que a Meta não limite o alcance de conteúdo político de ambos os candidatos e que a Meta AI não favoreça nenhum deles.
- •A Meta alega que os problemas foram falhas técnicas e que suas regras são aplicadas igualmente a todos os candidatos.
A Meta, dona do Facebook, Instagram e WhatsApp, admitiu em comunicações internas que contas do presidente e candidato à reeleição, Luiz Inácio Lula da Silva, sofreram restrições e foram "impactadas negativamente" durante o período eleitoral. Funcionários da empresa também relataram que o algoritmo recomendou contas do adversário, Flávio Bolsonaro, e seus canais no WhatsApp.
A empresa, no entanto, nega qualquer tipo de interferência ou favorecimento político, atribuindo os incidentes a falhas técnicas. Segundo a Meta, problemas como desativação de contas de anúncios, falhas na contagem de visualizações e limitações na ferramenta de inteligência artificial Meta AI afetaram diversas campanhas e anunciantes globalmente, não se restringindo ao Brasil ou a um candidato específico.
Em resposta às acusações e à ação judicial movida pela campanha de Lula, a Meta apresentou defesa ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE), argumentando que cerca de 70% das restrições aplicadas às contas de Lula decorreram de decisões judiciais.
O TSE já determinou que a Meta não limite injustificadamente o alcance de conteúdo político de ambos os candidatos até o fim da campanha e que a Meta AI aplique critério idêntico, sem favorecer nenhum deles. A empresa afirma que suas regras são aplicadas igualmente a todos e que busca garantir condições iguais aos usuários de suas plataformas.


