Mercados na América Latina perdem fôlego após euforia eleitoral
Destaques
- •Gestores de fundos reduzem exposição à América Latina após promessas de campanha esbarrarem em dificuldades fiscais.
- •Ações latino-americanas, que subiram mais de 70% desde o início de 2025, mostram sinais de fragilidade.
- •Investidores aguardam o desfecho das eleições no Brasil e a capacidade do novo governo em implementar reformas fiscais.
A euforia inicial nos mercados da América Latina, impulsionada por vitórias eleitorais de direita, começa a dar lugar à cautela. Na Colômbia e no Chile, por exemplo, a moeda e as ações que dispararam após as eleições já perdem força, à medida que os novos governos enfrentam crises fiscais e dificuldades para implementar suas agendas.
O cenário serve de alerta para investidores que apostaram alto no Brasil, com a expectativa de uma guinada política. Gestores de fundos como Frontier Road e Fidelity International já reduziram sua exposição à região, temendo que a dificuldade em conciliar promessas de campanha com a realidade fiscal possa minar os ganhos. A tese de que eleitores buscavam ortodoxia econômica parece não se confirmar totalmente.
O foco agora se volta para o Brasil, onde a capacidade do próximo líder em aprovar um orçamento mais enxuto e trabalhar com o Congresso será crucial. A dúvida é se o ímpeto político se traduzirá em conquistas fiscais, como visto em parte na Colômbia, ou se a desilusão tomará conta, como já ocorre em outros países da região.

