Médicos do Paraguai em greve: Sem acordo e com demissões em massa à vista

Destaques
- •Greve de médicos no Paraguai termina sem acordo com o governo.
- •Profissionais pedem reajuste salarial, suprimentos e contratações.
- •Risco de demissões em massa e novas paralisações no setor público.
A greve dos médicos do setor público no Paraguai, que durou cinco dias, chegou ao fim sem um acordo com o governo. A paralisação, organizada pelo Sindicato Nacional dos Médicos (Sinamed), reivindicava um reajuste salarial (não atualizado desde 2012), suprimentos e medicamentos para hospitais, além da contratação de cerca de 9.000 profissionais.
O governo, por sua vez, considerou impossível financiar o reajuste de 76% pedido e ofereceu uma melhoria salarial atrelada à formação profissional. A situação se agravou com anúncios de demissões em massa, especialmente em hospitais pediátricos, onde 86% dos especialistas ameaçam deixar seus postos.
A falta de especialistas para substituir os que pediram demissão cria um cenário de efeito bola de neve, com sindicatos declarando zona de conflito em hospitais. O sindicato já convocou uma assembleia para decidir sobre novas paralisações, indicando que a tensão está longe de acabar.



