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Terras Raras no Brasil: Riqueza geológica ou nova colonialidade?

29 de agosto de 2026
Terras Raras no Brasil: Riqueza geológica ou nova colonialidade?

Destaques

  • Empresas estrangeiras, com apoio dos EUA, compram minas de terras raras no Brasil, focando na extração de minerais críticos.
  • Brasil detém 23% das reservas mundiais, mas produz apenas 1% e carece de cadeia industrial para processamento e fabricação.
  • A questão central é se o Brasil usará esses recursos para desenvolver capacidade industrial própria ou se tornará mero exportador de matéria-prima.

O Brasil, detentor de 23% das reservas globais de terras raras, enfrenta um dilema crucial: ser um mero exportador de matéria-prima ou desenvolver sua própria cadeia industrial. A mina Pela Ema, em Goiás, agora sob o controle da USA Rare Earth por cerca de US$ 2,8 bilhões, exemplifica essa encruzilhada.

Enquanto o país possui a riqueza geológica, a tecnologia de separação, refino e fabricação de ímãs — essenciais para motores elétricos e equipamentos militares — concentra-se no exterior. Essa dinâmica levanta preocupações sobre a repetição de modelos de exploração colonial, onde o Brasil fornece a matéria-prima, mas não o valor agregado.

Apesar de empresas estrangeiras buscarem concessões e o governo dos EUA investir em suprimentos fora da China, a discussão política se volta para a criação de soberania tecnológica e industrial. A proposta de uma política nacional para minerais críticos, com controle público e incentivo ao processamento local, busca reverter essa tendência e garantir que a riqueza do subsolo se traduza em conhecimento e desenvolvimento para o país.

Fontes

https://operamundi.uol.com.br/feed/

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