Médicos alertam para 'medicina' de faturamento e pseudociência

Destaques
- •Crítica à 'medicina' que prioriza faturamento sobre ética e evidências científicas.
- •Risco de complicações de saúde e financeiras com tratamentos não validados.
- •Apelo por fiscalização e formação médica ética e baseada em ciência.
No Dia do Médico, um alerta: a prática médica se divide entre a ética e a baseada em evidências, e uma "medicina" focada em faturamento e pseudociência. Essa última se apropria da linguagem do cuidado para vender insatisfação e ilusões, prometendo soluções mágicas para desejos legítimos como emagrecer ou rejuvenescer.
O roteiro sedutor informa que parâmetros convencionais são insuficientes, sugere deficiências não compreendidas pela medicina tradicional e oferece combinações exclusivas de hormônios, medicamentos manipulados ou soros. A promessa de mais músculos, disposição ou menos idade gera recorrência ampliada para quem vende, mas pode levar a complicações cardiovasculares, hepáticas, reprodutivas e psiquiátricas para o paciente, além do dano financeiro.
É preciso proteger o paciente contra quem usa a autoridade médica para faturar. Conselhos profissionais, vigilância sanitária e órgãos de defesa do consumidor precisam agir de forma articulada. A formação médica também deve ser revista, com foco em critérios éticos e científicos, e não apenas em procedimentos lucrativos. A ciência real, que aceita testar e reconhecer limites, contrasta com a oferta do desnecessário a quem pode pagar, enquanto pessoas com indicação clínica enfrentam barreiras.
