Lula mira China e EUA em disputa por terras raras

Destaques
- •Brasil busca parceria com China para desenvolvimento de terras raras, setor dominado pelo país asiático.
- •Movimento de Lula contrasta com a preferência de Flávio Bolsonaro pelos EUA no mesmo setor.
- •Encontro de Celso Amorim com chanceler chinês ocorre em meio a tensões diplomáticas com os EUA e a proximidade das eleições brasileiras.
Em plena reta final da eleição, o Brasil acena para a China em busca de um parceiro estratégico para o desenvolvimento de terras raras.
O assessor Celso Amorim entregou uma carta de Lula ao presidente chinês Xi Jinping, destacando a importância da cooperação em setores como inteligência artificial e minerais críticos. A China domina mais de 90% do processamento global dessas terras, essenciais para a tecnologia moderna.
Essa aproximação com a China contrasta diretamente com a posição de Flávio Bolsonaro, que vê os Estados Unidos como parceiro preferencial. O movimento também ocorre em um momento de desgaste na relação com o Planalto e a Casa Branca, com Lula prometendo cobrar respeito às eleições brasileiras de Donald Trump.
A estratégia brasileira de diversificar parcerias, buscando também França e Índia, mostra um esforço para não depender de um único player, mas a China surge como um gigante difícil de ignorar nesse mercado. 💰



