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Lula considera Alckmin e Fonteles para Ministério da Fazenda

27 de outubro de 2026
Lula considera Alckmin e Fonteles para Ministério da Fazenda

Destaques

  • •Mercados reagem com volatilidade à eleição de Lula, buscando sinais de disciplina fiscal.
  • •Geraldo Alckmin e Rafael Fonteles despontam como favoritos para o Ministério da Fazenda.
  • •Decisão sobre o comando da Fazenda pode estar atrelada à escolha para a Casa Civil.

A forte reação dos mercados financeiros à reeleição de Luiz Inácio Lula da Silva aumenta a expectativa por um ministro da Fazenda que sinalize disciplina fiscal e tranquilize investidores. A escolha do novo titular da pasta é vista como crucial para conter o pessimismo que marcou o início da semana pós-eleição, com o dólar registrando a maior alta em 23 anos e o Ibovespa sofrendo uma queda de quase 14%.

Pessoas próximas ao presidente indicam que a decisão pode levar tempo, mas dois nomes têm ganhado destaque: o vice-presidente Geraldo Alckmin e o governador do Piauí reeleito, Rafael Fonteles. Fonteles, 41 anos, é visto como um tecnocrata com formação em economia matemática e experiência como secretário de Fazenda do Piauí e presidente da Comsefaz, órgão que representa os secretários estaduais de Fazenda. Sua capacidade de diálogo com investidores e sua afinidade com a disciplina fiscal são pontos fortes.

Geraldo Alckmin, 73 anos, ex-rival de Lula e ex-governador de São Paulo, já foi considerado para o cargo com o objetivo de reforçar a credibilidade fiscal e atrair eleitores centristas. Sua lealdade a Lula foi publicamente elogiada pelo presidente em seu discurso de vitória.

O que pesa a favor dos nomes cotados

Fontes próximas a Lula indicam que o presidente busca um ministro da Fazenda em quem confie plenamente. Tanto Alckmin quanto Fonteles são vistos como nomes que poderiam atender a essa necessidade. A ausência de filiação partidária ao PT é um fator considerado positivo para ambos, pois acredita-se que um nome sem vínculo direto com o partido teria mais facilidade em lidar com o ceticismo do mercado financeiro.

Outra possibilidade em consideração é a manutenção do atual ministro da Fazenda, Dario Durigan, que não é filiado a nenhum partido. Embora não possua o mesmo peso político de outros cotados, Durigan é valorizado por Lula por sua competência e discrição.

A relação com a Casa Civil

A escolha para o Ministério da Fazenda parece estar intrinsecamente ligada à decisão sobre quem comandará a Casa Civil. A nomeação do ex-ministro da Fazenda Fernando Haddad para a Casa Civil, por exemplo, poderia abrir caminho para que Durigan ou Alckmin assumam a Fazenda, garantindo um maior alinhamento da equipe econômica com a Presidência. Haddad, membro do PT, deixou o Ministério da Fazenda para concorrer ao governo de São Paulo a pedido de Lula.

Por outro lado, a eventual indicação de Fonteles para a Fazenda poderia ser combinada com a ida de Camilo Santana, aliado de Fonteles e ex-ministro da Educação, para a Casa Civil. A campanha de Lula no Nordeste, onde o presidente obteve vantagem significativa, contou com a atuação de Fonteles e Santana.

Mercados em alerta

A segunda-feira após a eleição foi marcada por forte instabilidade nos ativos brasileiros. O dólar atingiu seu maior patamar em 23 anos, e o Ibovespa registrou uma queda de quase 14%. Embora os mercados tenham apresentado um comportamento mais contido na terça-feira, a bolsa paulista ainda operava em baixa, refletindo a incerteza sobre os rumos da política econômica e fiscal do novo governo.

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