Lula 3: O Governo que Não Enfrentou o Bolsonarismo e Agora Colhe Frutos Amargos
Destaques
- •Análise crítica aponta que o governo Lula não desmantelou as bases do bolsonarismo.
- •Críticas à política econômica de Haddad e à gestão das Forças Armadas.
- •A necessidade de uma ruptura com o neoliberalismo para evitar o avanço neofascista.
Há mais de três anos, a pergunta pairava no ar: o governo Lula estaria realmente confrontando o bolsonarismo? A análise de Carlos Hortmann sugere que a resposta é um retumbante não, e as consequências já batem à porta.
No campo econômico, a troca do neoliberalismo autoritário de Guedes por um "fofinho" de Haddad, com o Novo Arcabouço Fiscal mantendo a austeridade, e o reforço ao agronegócio, mostram um caminho que preserva a lucratividade do capital.
A oportunidade de uma refundação nas Forças Armadas após o 8 de janeiro foi perdida, optando-se pelo apaziguamento com o "Partido Fardado", enquanto o lavajatismo, apesar de enfraquecido, elegeu nomes como Sergio Moro e Deltan Dallagnol.
O fundamentalismo religioso, que oferece suporte a setores populares, recebeu como resposta o corte do BPC, numa lógica de "punir os pobres" para manter a austeridade fiscal.
A preocupação para 2026 é que o bolsonarismo, mesmo sem Bolsonaro, possa se apropriar das expectativas frustradas e ressurgir como projeto político.
A vitória em 2022 foi tática, por um fio, e não estratégica. A aposta na frente ampla, que sempre se expandiu para a direita, e a legitimação de pautas conservadoras, só fortaleceram o adversário.
A crise do capitalismo exige ruptura, não soluções social-liberais, sob o risco de sermos engolidos pela vaga neofascista. O centrismo do regime liberal-capitalista já não dá conta das contradições atuais.
Para os camaradas lulistas e petistas, a recomendação é de humildade: abandonar a pseudossociologia do "pobre de direita", escutar as dores populares e desfazer preconceitos contra pessoas religiosas.
A esquerda radical tem apontado os limites do PT e do lulismo, e é com ela que se terá de pedir votos e lutar. A política de pânico do lulismo só funciona para quem não se ancora no marxismo.
O presidente Lula deveria afastar os "derrotados" que o cercam e que são corresponsáveis pelo resultado do primeiro turno. O centrismo social-liberal e a capitulação estão colhendo os frutos plantados, e a austeridade pode abrir caminho para o fascismo.
A luta pela reeleição de Lula deve se sustentar na mobilização de massas e em um programa que rompa com o neoliberalismo, pois o imperialismo não assistirá passivamente a uma vitória contra a "família miliciana". Politizar é decisivo.
A campanha de Lula precisa aprender com vitórias eleitorais da esquerda e comunistas, apostando em uma comunicação política eficaz, especialmente no terreno digital. Ouvir menos os burocratas social-liberais pode oxigenar o segundo turno. Não podemos ser imunes às lições históricas! Coragem e jamais desistir da luta! ✊



