Lindt na corda bamba: Preços em queda e consumidor em xeque

Destaques
- •Lindt anuncia redução de preços pela segunda vez no ano, refletindo confiança abalada do consumidor.
- •Previsão de vendas revisada para baixo, de 4%-6% para 0%-2% de crescimento orgânico em 2026.
- •Preços recordes do cacau e clima adverso pressionam rentabilidade e volume de vendas.
A Lindt, gigante suíça do chocolate, está em processo de redução de preços em seus produtos. A medida, que já começou com itens de Natal e se estenderá a toda a linha em janeiro, reflete uma revisão pessimista das expectativas de vendas.
A empresa cortou pela segunda vez em 2024 sua projeção de crescimento orgânico para 2026, agora entre 0% e 2%, bem abaixo dos 4%-6% estimados anteriormente. Isso ocorre em um cenário de demanda fraca na Europa e consumidores mais sensíveis a preços.
A pressão não vem só do consumidor. Os preços recordes do cacau, impactados por doenças e clima na África Ocidental, também corroem a rentabilidade, forçando a Lindt e concorrentes como a Barry Callebaut a lidar com custos elevados e volumes menores.
Apesar dos desafios, a Lindt aposta na recuperação para 2025, impulsionada pela queda nos preços do cacau e investimentos em suas marcas. A estratégia de hedge da empresa deve começar a surtir efeito, permitindo a redução de custos e, consequentemente, dos preços ao consumidor.
A aposta é que a redução de preços, já testada em agosto com resultados positivos nos volumes, ajude a reconquistar o consumidor, mesmo com a concorrência de alternativas mais baratas. A questão é se a marca premium conseguirá reverter a tendência de queda e voltar a crescer. 📉

