Líderes que valorizam o sacrifício do sono prejudicam equipes, aponta pesquisa
Destaques
- •Cultura corporativa que glorifica a privação de sono leva a comportamentos antiéticos e pior desempenho.
- •Estudo militar mostrou que treinamento de 'liderança do sono' dobrou as chances de soldados dormirem mais de sete horas.
- •Avaliação de recuperação pode ajudar líderes a identificar e corrigir padrões prejudiciais de sono em si mesmos e em suas equipes.
Líderes que tratam o sono como um luxo a ser sacrificado pelo trabalho podem estar, sem saber, incentivando comportamentos antiéticos e piorando o desempenho de suas equipes. Uma nova pesquisa indica que a cultura organizacional que glorifica dormir pouco, vendo-o como um sinal de comprometimento, tem um impacto negativo direto no bem-estar e na produtividade dos funcionários.
O estudo aponta que, em ambientes onde o sacrifício do sono é valorizado, os funcionários tendem a esconder o cansaço, criando uma performance de dedicação em vez de um comprometimento real. Isso pode levar a erros e a uma percepção distorcida do esforço.
A boa notícia é que a mudança é possível. Um treinamento militar de apenas uma hora sobre “liderança do sono”, focado em incentivar o descanso e dar o exemplo, dobrou as chances de soldados dormirem o suficiente. Isso sugere que, ao mudar as condições ao redor do trabalho, o sono pode melhorar significativamente.
Para auxiliar nesse processo, foi desenvolvida uma avaliação de recuperação. Ela ajuda líderes a identificar o quanto eles próprios e suas equipes estão escondendo sobre o cansaço, avaliando o que é permitido e o que é valorizado na organização. Observar sinais de privação de sono em colegas e realizar pesquisas anônimas com a equipe são passos cruciais para promover um ambiente de trabalho mais saudável e produtivo.
