Justiça homologa recuperação judicial da Tahto, subsidiária da Oi

Destaques
- •A Justiça do Rio de Janeiro homologou o plano de recuperação judicial da Tahto, subsidiária da Oi.
- •A Tahto poderá ser vendida, com preço mínimo de R$ 130 milhões, para pagamento de credores.
- •A subsidiária continuará em recuperação judicial por dois anos, sob fiscalização.
A Justiça do Rio de Janeiro homologou, na terça-feira (20), o plano de recuperação judicial da Brasil Telecom Call Center (Tahto), subsidiária integral da Oi. A decisão da 7ª Vara Empresarial da capital fluminense ocorreu após a aprovação do plano por todas as classes de credores em assembleia realizada em 29 de setembro. A Tahto, que presta serviços de manutenção, instalação de redes e atendimento aos usuários, permanecerá em recuperação judicial por dois anos, sob fiscalização judicial. A empresa também poderá ter seus ativos alienados, com um preço mínimo estipulado em R$ 130 milhões, conforme aditivo ao plano de recuperação judicial. Os recursos obtidos com a venda serão destinados ao pagamento de credores concursais e extraconcursais. A decisão também dispensou, por ora, a apresentação de certidões de regularidade fiscal pendentes, que deverão ser entregues em até 90 dias.
Venda de ativos e pagamento de credores
O plano aprovado prevê a constituição de uma Unidade Produtiva Isolada (UPI) denominada UPI New Tahto, formada pela transferência de bens da atual subsidiária da Oi. Um edital de concorrência para a venda da UPI deverá ser publicado em até 30 dias após a homologação do plano. A empresa já negocia com um proponente líder (stalking horse bidder) para a aquisição. Os demais interessados terão que apresentar propostas fechadas ao juízo da recuperação judicial. A Tahto informou que a lista de credores não inclui nenhum considerado de Classe II (créditos com garantia real). A empresa também prevê pagar os credores em até 12 meses após a homologação do plano.
Continuidade apesar da falência da Oi
Apesar da falência da Oi, decretada em novembro de 2025, a juíza Simone Gastesi Chevrand, da 7ª Vara Empresarial do Rio de Janeiro, optou por manter a continuidade da recuperação judicial das subsidiárias Serede e Tahto. Segundo a magistrada, a decretação da falência da controladora não impacta o soerguimento das subsidiárias, que demonstraram ter condições de se reerguer independentemente. A Tahto, especializada em soluções de CX e BPO, tentou se desvincular da crise da Oi, mas acabou sendo afetada. Até o final de 2025, a empresa era considerada saudável e figurava entre as 10 maiores do país no seu segmento.


