Justiça de SP rejeita pedido de prisão de vice-presidente do Corinthians

Destaques
- •Juíza de São Paulo negou pedido de prisão preventiva contra Armando Mendonça, vice-presidente do Corinthians.
- •O Ministério Público solicitou a prisão sob alegação de coação de testemunha após demissão de ex-diretor de TI.
- •A magistrada considerou que não há elementos concretos para justificar a prisão ou medidas cautelares.
A Justiça de São Paulo rejeitou, nesta quinta-feira (22), o pedido de prisão preventiva contra Armando Mendonça, vice-presidente do Corinthians. O Ministério Público havia solicitado a medida após a demissão de Marcelo Munhoes, ex-diretor de Tecnologia da Informação do clube e testemunha no caso.
O promotor Cássio Conserino argumentou que a demissão de Munhoes, considerado testemunha-chave pelo MP, ocorreu às vésperas de uma audiência de instrução e deveria ser analisada no contexto de uma investigação sobre coação no curso do processo. A solicitação foi encaminhada à 25ª Vara Criminal.
Falta de elementos concretos
Na decisão, a juíza Amanda Eiko Sato afirmou que não foram encontrados elementos concretos suficientes para comprovar que Armando Mendonça tenha influenciado o desligamento de Marcelo Munhoes. A magistrada também considerou que não há indícios de que a instrução criminal tenha sido colocada em risco.
Segundo a juíza, a demissão de Munhoes ocorreu em um contexto político-eleitoral do clube, o que não justificaria a prisão preventiva ou a aplicação de outras medidas cautelares solicitadas pelo promotor.
Medidas cautelares indeferidas
Além do pedido de prisão preventiva, a juíza Amanda Eiko Sato também indeferiu todas as demais medidas cautelares que haviam sido solicitadas pelo promotor Cássio Conserino. A decisão abrangeu todas as solicitações feitas pelo Ministério Público no âmbito da investigação.
O Corinthians informou que não irá se manifestar sobre o caso. A defesa de Armando Mendonça não retornou aos pedidos de posicionamento da reportagem.
Contexto do "Escândalo das camisas"
A investigação se insere em um contexto de controvérsias envolvendo a renovação do contrato entre o Corinthians e a Nike. Questionamentos surgiram sobre a decisão do clube de manter a parceria com a Nike, mesmo diante de uma oferta supostamente mais vantajosa da Adidas.
Informações debatidas em programas esportivos indicam que a proposta da Adidas seria superior à renovação firmada com a Nike. A situação ganhou destaque com o surgimento de um escândalo envolvendo valores excedentes cobrados pela Nike em contratos anteriores, conhecido como "escândalo das camisas".
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