Juíza da Lava Jato pode ser afastada por dois anos em decisão do CNJ

Destaques
- •Conselheiro do CNJ vota pelo afastamento de Gabriela Hardt por 2 anos.
- •Magistrada é investigada por atos durante a Operação Lava Jato.
- •Punição envolve validação de acordo para criar fundação com R$ 2 bilhões.
O Conselho Nacional de Justiça (CNJ) está perto de decidir o futuro da juíza Gabriela Hardt, conhecida por sua atuação na Operação Lava Jato. Um conselheiro já votou pelo seu afastamento do cargo por dois anos, e a maioria do colegiado parece seguir na mesma linha.
A polêmica gira em torno da validação, em 2019, de um acordo que previa a criação de uma fundação privada, a ser abastecida com cerca de R$ 2 bilhões em multas de empresas condenadas.
A pena de disponibilidade, segunda mais grave na carreira da magistratura, significa que a juíza ficaria afastada, mas ainda receberia salários proporcionais.
A defesa alega que uma decisão anulada não pode justificar punição e que a medida esvazia a independência judicial. O Ministério Público, por outro lado, defende a rejeição do processo, argumentando que não houve desvio de conduta ou proveito próprio. 📉



