Japão em ebulição: Ataques à 'cláusula pacifista' geram protestos massivos

Destaques
- •Milhares de japoneses foram às ruas em protesto contra as reformas constitucionais propostas pela premiê Sanae Takaichi.
- •O principal ponto de discórdia é a possível revogação do Artigo 9, que proíbe o uso de força militar em disputas internacionais.
- •Críticos acusam o governo de querer transformar as forças de autodefesa em um exército tradicional e de seguir os passos dos EUA.
O Japão viu um mar de gente nas ruas neste domingo, com cerca de 50 mil pessoas (e mais de 100 mil no total do país) se manifestando em Tóquio e outras cidades. O motivo? Um protesto forte contra as reformas constitucionais que a premiê Sanae Takaichi quer aprovar.
O alvo principal da polêmica é o Artigo 9 da Constituição, a famosa 'cláusula pacifista' que, desde 1947, proíbe o Japão de usar força militar para resolver conflitos internacionais. O Partido Liberal Democrático (PLD), de Takaichi, defende o fim do artigo, argumentando que ele limita a capacidade do país de se defender de ameaças como as da China e da Coreia do Norte, e de ajudar aliados como Taiwan.
Mas a galera que foi pra rua não concorda nem um pouco.
Ativistas como Hiroko Maekawa e Megumi Koike discursaram, comparando o Japão a um "cachorrinho dos EUA" e defendendo a Constituição como um "tesouro nacional". Elas argumentam que o foco deveria ser em saúde, educação e empregos, e não em 'mais armas'. A tensão é palpável, com o futuro da política de defesa japonesa em jogo.
O placar da discórdia: mais de 100 mil pessoas nas ruas contra a possível revogação de uma cláusula que define a identidade pacifista do Japão. 📉




