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Itaú Unibanco: Lucro líquido esperado em R$ 12,6 bilhões no 3º tri de 2026

03 de novembro de 2026
Itaú Unibanco: Lucro líquido esperado em R$ 12,6 bilhões no 3º tri de 2026

Destaques

  • •Itaú Unibanco divulga balanço do 3º trimestre de 2026 com expectativa de lucro líquido de R$ 12,6 bilhões.
  • •Banco se destaca pela qualidade da carteira de crédito, eficiência operacional e rentabilidade superior à concorrência.
  • •Mercado aguarda sinalizações sobre a evolução da carteira de crédito, inadimplência e perspectivas de rentabilidade.

O Itaú Unibanco (ITUB4) divulgará nesta terça-feira (3) o seu balanço referente ao terceiro trimestre de 2026, com expectativas de um desempenho sólido que reforça sua posição de destaque no setor bancário brasileiro. As projeções indicam que o lucro líquido do banco no período deve atingir R$ 12,6 bilhões, com uma receita total esperada de R$ 48,3 bilhões, segundo dados compilados pela LSEG. Esses números sustentam a expectativa de resiliência, mesmo diante de um cenário de crescimento econômico moderado e maior cautela na concessão de crédito.

O banco chega a esta divulgação com a expectativa de manter seus resultados em um patamar mais elevado, diferentemente de concorrentes como Santander Brasil (SANB11) e Bradesco (BBDC4), que enfrentaram pressão sobre rentabilidade e qualidade do crédito. O consenso da Bloomberg aponta para um lucro líquido de R$ 12,714 bilhões no 3T26, uma alta de aproximadamente 7% em relação ao ano anterior, com um retorno sobre o patrimônio líquido médio (ROAE) projetado de 23,8%, um avanço de 0,5 ponto percentual na comparação anual.

Expectativas de desempenho financeiro e rentabilidade

O Bradesco BBI projeta um lucro líquido de R$ 12,5 bilhões para o trimestre, praticamente estável em relação ao anterior, mas com um crescimento anual de 12%. A instituição financeira acredita que o resultado será impulsionado por expansão moderada da carteira de crédito, melhorias nas receitas de tesouraria e controle da inadimplência, embora as receitas de serviços possam enfrentar pressão.

O Goldman Sachs também vê o Itaú como o banco mais bem posicionado, estimando um lucro líquido estável na comparação trimestral e um retorno sobre patrimônio (ROE) projetado de 23,3%. A casa de análise espera que o banco mantenha elevada rentabilidade e forte distribuição de dividendos, com projeção de dividend yield de 6,5% em 2026 e 6,9% em 2027, o maior entre os bancos acompanhados pelo Goldman.

A XP Investimentos avalia que o Itaú deve continuar estabelecendo a referência de rentabilidade entre os grandes bancos, com uma combinação de crescimento, lucros e distribuição de capital consistentes.

Diferenciais e qualidade de carteira

Analistas destacam que o Itaú Unibanco se sobressai pela qualidade de sua carteira de crédito, superior à dos concorrentes, além de forte capacidade de geração de capital e rentabilidade. Essa qualidade é crucial em cenários de incerteza econômica, permitindo ao banco gerenciar melhor os riscos e manter a inadimplência controlada.

O Goldman Sachs considera o Itaú entre os bancos mais protegidos caso o ciclo de crédito piore, combinando carteira de maior qualidade com rentabilidade de referência. Essa combinação explica a distância que o banco tem conseguido preservar em relação aos concorrentes, mesmo em um ambiente de juros elevados e pressão sobre os tomadores de crédito.

A XP avalia que a carteira deve permanecer saudável, embora as pequenas e médias empresas (PMEs) ainda possam passar por um processo de normalização da inadimplência. A expectativa é de que as provisões para perdas com crédito aumentem, mas em ritmo compatível com a expansão dos empréstimos, sem deterioração relevante nos segmentos de varejo e atacado.

O que o mercado espera para os próximos meses

A administração do banco deverá fornecer sinalizações importantes sobre a evolução da carteira de crédito, a trajetória da inadimplência e as perspectivas para a rentabilidade nos próximos meses. O consenso do mercado é que o Itaú Unibanco permanece como uma referência em eficiência operacional e geração de valor entre os grandes bancos listados na B3.

A eficiência operacional se traduz em menores custos para o banco, o que pode ser repassado aos clientes ou resultar em maiores margens de lucro. A geração de valor para o acionista é medida pelo retorno sobre o capital investido. Segundo os analistas, desde 2021, todos os bancos analisados, com exceção do Itaú, passaram por períodos em que a rentabilidade ficou abaixo do custo de capital, situação que representa destruição de valor econômico para os acionistas.

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