Itália completa 73 anos sem campeão mundial de Fórmula 1

Destaques
- •Alberto Ascari foi o último piloto italiano a conquistar o título mundial da Fórmula 1 em 1953.
- •A Ferrari, equipe italiana de maior sucesso na história, nunca teve um campeão mundial italiano.
- •A esperança de quebrar o jejum recai sobre o jovem Andrea Kimi Antonelli, que estreia na Mercedes em 2026.
A Itália completa neste ano 73 anos sem um campeão mundial de Fórmula 1. A última vez que um piloto italiano ergueu o troféu máximo do automobilismo foi em 1953, com Alberto Ascari, que conquistou seu bicampeonato correndo pela Ferrari. Desde então, a nação que sedia equipes e circuitos icônicos como a Ferrari e Monza vive um longo período de frustrações na categoria.
Alberto Ascari, piloto milanês, é uma figura lendária na história do automobilismo. Ele dominou a Fórmula 1 em seus primórdios, vencendo o campeonato mundial de forma consecutiva nas temporadas de 1952 e 1953 com a Ferrari 500. Sua precisão o tornou o primeiro bicampeão da história do esporte. Após seu trágico acidente em Monza em 1955, nenhum outro italiano conseguiu repetir o feito de ser campeão mundial.
O sucesso da Ferrari sem pilotos italianos
A escuderia italiana Ferrari, a mais bem-sucedida da história da Fórmula 1, continuou colecionando campeonatos de construtores e de pilotos nas décadas seguintes. No entanto, esses títulos foram conquistados por pilotos estrangeiros, como Niki Lauda, Michael Schumacher e Kimi Räikkönen. O jejum italiano contrasta diretamente com o sucesso absoluto da equipe de Maranello.
Italianos que chegaram perto do título
Embora o título mundial não venha desde a década de 1950, o automobilismo italiano revelou grandes vencedores de corridas que estiveram perto de quebrar o tabu. A lista dos italianos com maior número de vitórias na Fórmula 1 inclui:
- Alberto Ascari (13 vitórias): O último campeão mundial e líder da estatística italiana.
- Riccardo Patrese (6 vitórias): Vice-campeão mundial em 1992, com uma carreira longa entre 1977 e 1993.
- Michele Alboreto (5 vitórias): Vice-campeão em 1985, correndo pela Ferrari.
- Giancarlo Fisichella (3 vitórias): Peça fundamental nos títulos de construtores da Renault em 2005 e 2006.
- Elio de Angelis (2 vitórias): Completou o top 5 com vitórias pela Lotus na década de 1980.
A nova geração e a esperança de quebrar o tabu
O cenário pode mudar a partir de 2026 com a consolidação de Andrea Kimi Antonelli na equipe Mercedes. Após pular etapas nas categorias de base e assumir a vaga deixada por Lewis Hamilton, o jovem de Bolonha reacendeu a esperança de um país apaixonado por velocidade. O automobilismo italiano não via um piloto local com equipamento capaz de disputar vitórias regularmente desde o início do século.
Com Antonelli entregando resultados expressivos e assumindo protagonismo, a pressão por um título volta a ser o assunto principal nas arquibancadas de Monza e Imola. O jejum de 73 anos representa a maior seca de uma potência tradicional na história do esporte a motor. Encerrar essa contagem seria a cura de uma ferida histórica para a nação que ajudou a fundar as bases da Fórmula 1.
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- Com Antonelli, Itália busca encerrar frustração que já dura 73 anos na F1 · cnnbrasil.com.br



