Irã: "Não escolhemos a guerra, ela nos foi imposta", diz presidente
Destaques
- •Presidente iraniano Masoud Pezeshkian nega busca por guerra, mas afirma que o país se defenderá.
- •Teerã acusa EUA e Israel de impor conflito e pede fim das hostilidades.
- •Proposta de acordo de sete dias inclui suspensão de sanções e reabertura do Estreito de Ormuz.
O presidente do Irã, Masoud Pezeshkian, mandou um recado direto: "Não escolhemos a guerra, ela nos foi imposta". Em entrevista à Fox News, ele afirmou que o país se defenderá com "firmeza e determinação" caso seja atacado, mas que não busca conflitos.
Pezeshkian reiterou que o Irã não busca armas nucleares e que está aberto ao diálogo, citando um acordo anterior com o ex-presidente dos EUA, Donald Trump. No entanto, ele acusou os EUA e Israel de "provocações" e de terem atacado o território iraniano sem justificativa, resultando na morte de líderes e cientistas.
Para tentar apaziguar os ânimos, o Irã apresentou um plano de sete dias à ONU. A proposta, divulgada pelo New York Times, prevê a cessação das hostilidades em todas as frentes, a liberação de US$ 12 bilhões em ativos iranianos congelados, o fim das sanções ao petróleo e a reabertura do Estreito de Ormuz. As negociações sobre o programa nuclear começariam imediatamente.
Apesar da pressão, o Irã garante que não se renderá e resistirá "até o fim", mesmo diante de dificuldades econômicas. 🌍

