Interlagos: Conheça a história por trás dos nomes das curvas do GP de São Paulo

Destaques
- •O GP de São Paulo de Fórmula 1 se aproxima, e o autódromo de Interlagos revela as origens dos nomes de suas famosas curvas.
- •De homenagens a Ayrton Senna e Chico Landi a descrições de formato e características do traçado, cada curva conta uma parte da história do automobilismo brasileiro.
- •A matéria detalha a evolução do circuito e o significado por trás de nomes como S do Senna, Curva do Sol, Descida do Lago e Ferradura.
O Autódromo de Interlagos, palco do GP de São Paulo de Fórmula 1, possui um traçado repleto de curvas com nomes icônicos que contam a história do automobilismo brasileiro. Como preparação para o evento deste ano, o ge detalha a origem e o significado por trás de cada uma das 15 curvas do circuito de 4,309km.
O traçado original de Interlagos, com 7,960km, foi sede da Fórmula 1 entre 1972 e 1980. Após um período em que Jacarepaguá (RJ) sediou a categoria, a F1 retornou a São Paulo em 1990 com um circuito significativamente reduzido e modificado.
O S do Senna: Homenagem e polêmica
As duas primeiras curvas, o S do Senna, são as mais famosas. Criado na reforma para o retorno da F1 em 1990, o S do Senna não existia na configuração original. A homenagem a Ayrton Senna se deu por dois motivos: ele sugeriu que a curva saísse da antiga curva 1 direto para a Curva do Sol, e o formato em S remete à inicial de seu sobrenome.
Curiosamente, Senna desejava que Chico Landi, um pioneiro do Brasil na F1, fosse homenageado. Além disso, o piloto não ficou totalmente satisfeito com o resultado, buscando um S de alta velocidade, similar ao do México, e não um trecho que exigisse tanta frenagem.
Curvas com histórias únicas
A Curva do Sol é uma das curvas originais mantidas. Seu nome remete à época em que Interlagos era percorrido no sentido horário, e os raios de sol atrapalhavam a visão dos pilotos. A Descida do Lago, que compreende as curvas 4 e 5, leva esse nome por sua proximidade com o lago do autódromo; no traçado antigo, era conhecida como Subida do Lago.
A Ferradura, mantida desde as mudanças, tem esse nome devido ao seu formato característico. A curva Laranjinha, antes chamada apenas de Laranja, recebeu esse batismo porque pilotos inexperientes eram chamados de "laranjas", e a curva era um ponto de dificuldade. Com o encurtamento do traçado, tornou-se Laranjinha.
Nomes que descrevem o traçado
O Esse, já presente no traçado dos anos 70, liga a Laranjinha ao Pinheirinho e recebe o nome por seu formato em S. O Pinheirinho foi batizado pela presença de dois pinheiros na área de escape, que foram removidos por segurança a pedido de Emerson Fittipaldi, mas o nome permaneceu.
O Bico de Pato, na parte final do circuito, tem esse nome pela semelhança de seu formato com o de um bico de pato. Em seguida, vem o Mergulho, que, apesar do nome e de suceder o Bico de Pato, não tem relação com água. Seu batismo se deve à diferença de elevação em relação à curva anterior, dando a sensação de que o carro está mergulhando.
Conexões com o passado e o presente
A Junção, no traçado original, era o ponto de ligação entre o anel externo oval e a parte mista do circuito. O nome foi mantido mesmo com as alterações. A Subida dos Boxes encerra o circuito e leva à reta principal, dando acesso à entrada dos boxes. Desde 2010, a reta principal é oficialmente chamada de "Reta de Chegada Emerson Fittipaldi".
Esses nomes não apenas identificam os trechos do circuito, mas também carregam a memória de momentos históricos, como a ultrapassagem de Hamilton sobre Glock na Junção em 2008, que garantiu seu primeiro título mundial.



