Inflação no Reino Unido sobe para 3,5% em setembro, pressionada por combustíveis
Destaques
- •Inflação anual do Reino Unido atinge 3,5% em setembro, maior patamar desde outubro de 2025.
- •Aumento nos preços de gasolina e diesel, decorrente do conflito no Oriente Médio, é o principal fator.
- •Banco da Inglaterra monitora impacto do choque energético e pode considerar aumento de juros.
O Reino Unido registrou um avanço na inflação em setembro, atingindo 3,5% ao ano, o maior índice desde outubro de 2025. Este aumento, superior às expectativas de 3,4%, foi impulsionado principalmente pela alta nos preços da gasolina e do diesel.
O conflito no Oriente Médio, iniciado em fevereiro, tem sido o grande vilão por trás da escalada nos preços dos combustíveis, com o diesel atingindo seu valor mais alto desde julho de 2022. O Escritório Nacional de Estatísticas (ONS) apontou o aumento dos combustíveis para veículos como o principal fator de pressão sobre o índice de preços ao consumidor.
Diante deste cenário, o Banco da Inglaterra segue atento ao impacto do choque energético na economia. A persistência de preços elevados de energia pode levar a efeitos secundários, como pressões salariais, e aumentar a probabilidade de o banco central decidir por um aumento nas taxas de juros em sua próxima reunião para conter a inflação, que se mantém acima da meta de 2%.



