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Inflação na OCDE acelera para 4,5% em setembro com alta da energia

06 de novembro de 2026
Inflação na OCDE acelera para 4,5% em setembro com alta da energia

Destaques

  • •Inflação anual na OCDE sobe de 4,3% para 4,5% em setembro, maior patamar desde agosto de 2023 em alguns países.
  • •Aumento é impulsionado pela energia, que teve alta de 13,6% para 17,4%, enquanto alimentos e núcleo de inflação desaceleram.
  • •Acompanhar o impacto da inflação energética nos próximos meses e as medidas dos bancos centrais para conter a alta.

A inflação anual nos países da OCDE (Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico) acelerou em setembro, atingindo 4,5%, um aumento em relação aos 4,3% registrados em agosto. O principal motor dessa alta foi o encarecimento da energia, cujos preços saltaram de 13,6% para 17,4% no período, afetando 31 dos 37 países com dados disponíveis. Em contrapartida, a inflação de alimentos apresentou uma leve desaceleração, e o núcleo da inflação, que exclui itens voláteis como alimentos e energia, permaneceu praticamente estável em 3,7%.

Energia eleva custos em 31 países da OCDE

O aumento expressivo nos custos de energia foi o principal responsável pela aceleração inflacionária em grande parte dos países da OCDE. Na França, Alemanha, Itália, Reino Unido e Estados Unidos, os custos de energia responderam por metade ou mais do avanço inflacionário. No Japão, o movimento foi mais influenciado pelo núcleo da inflação.

Na zona do euro, a inflação geral subiu de 3,2% para 3,8% em setembro, com a taxa energética disparando para 18,9%. Dados posteriores indicaram que a inflação na zona do euro ultrapassou 4,0% em outubro.

G7 e G20 também sentem o impacto

Entre os países do G7, a inflação média passou de 3,1% para 3,5%, com elevação em todos os membros, exceto o Canadá, que manteve a taxa praticamente estável. No G20, o índice geral subiu de 4,1% para 4,3% em setembro.

O Brasil, a África do Sul e a Índia registraram aceleração inflacionária dentro do G20. Na Índia, o índice atingiu 5,6%, o maior patamar desde agosto de 2023.

Preços acumulam alta expressiva desde 2019

Na média da OCDE, os preços ao consumidor em setembro estavam mais de 40% acima dos níveis de dezembro de 2019, antes do início da pandemia de Covid-19. A alta acumulada para alimentos foi de quase 50%, e para energia, de cerca de 70%, evidenciando o impacto duradouro das crises recentes no custo de vida.

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