Indústria Automotiva: O "Erro" Ocidental e a Ascensão Chinesa
Destaques
- •Executivo da Stellantis aponta falha na leitura de mercado da indústria ocidental sobre eletrificação.
- •Crescimento da participação chinesa no Brasil salta de 9% para 17% em um ano, com picos de 25% mensais.
- •Montadoras ocidentais priorizaram logística em detrimento de desenvolvimento técnico durante a pandemia.
- •Verticalização chinesa garante maior competitividade e preços mais baixos.
- •Anfavea revisa projeções para cima, prevendo vendas de 3,1 milhões de unidades em 2026, patamar não visto desde 2014.
A indústria automotiva ocidental errou na leitura de mercado sobre a velocidade da eletrificação, abrindo espaço para a ascensão chinesa no desenvolvimento de veículos elétricos. Herlander Zola, presidente da Stellantis para a América do Sul, admitiu que a projeção sobre o avanço das marcas chinesas não foi precisa.
Enquanto montadoras tradicionais focaram em problemas logísticos durante a pandemia, as chinesas internalizaram a cadeia produtiva, garantindo maior competitividade. Essa estratégia permitiu que a participação chinesa no Brasil saltasse de 9% para 17% em um ano, chegando a 25% em um único mês.
A Anfavea, por sua vez, revisou para cima as projeções de vendas para 2026, esperando 3,1 milhões de unidades, o maior patamar desde 2014. No entanto, o crescimento da produção nacional é impulsionado por montagens SKD/CKD, que utilizam pouca mão de obra e não fomentam o parque de autopeças local, gerando um déficit na balança comercial do setor.



