Inadimplência no Brasil Atinge Nível Recorde em Julho, Superando Expectativas
Destaques
- •Taxa de inadimplência geral dos bancos sobe para 4,9% em julho, maior patamar desde 2011.
- •Inadimplência de pessoas físicas alcança 5,8%, também recorde histórico.
- •Programa Desenrola 2.0 já renegociou R$ 22 bilhões, mas não evitou o aumento da inadimplência geral.
Olha só essa: a inadimplência média total registrada pelos bancos nas operações de crédito deu um pulo de 4,6% para 4,9% de junho para julho. O detalhe? Esse número é o maior desde o início da série histórica do Banco Central, lá em março de 2011.
Para as pessoas físicas, a situação ficou ainda mais tensa, com a inadimplência subindo para 5,8% – o pico da série histórica. Já as empresas viram o índice ir de 3,2% para 3,3%, o maior desde outubro de 2017.
E o Desenrola 2.0, que já renegociou mais de R$ 22 bilhões?
Parece que o programa, mesmo com a prorrogação da adesão até 31 de agosto e tendo renegociado um volume expressivo, não foi suficiente para frear o ímpeto das dívidas em atraso no país. A relação entre dívidas e renda das famílias, aliás, permaneceu em 49,8% em junho. 📉


