iFood Benefícios compra Caju por mais de R$ 1,2 bilhão

Destaques
- •iFood Benefícios anuncia acordo para adquirir 100% da Caju por mais de R$ 1,2 bilhão.
- •Aquisição visa consolidar a posição do iFood no mercado de benefícios corporativos, ampliando sua base de empresas e usuários.
- •Negociação aguarda aprovações do Cade e do Banco Central para ser concluída.
O iFood Benefícios anunciou um acordo para comprar 100% da Caju, startup de benefícios corporativos, em uma operação avaliada em mais de R$ 1,2 bilhão. A transação, antecipada pelo NeoFeed e Pipeline, representa um passo significativo na estratégia do iFood de expandir sua atuação no mercado de benefícios corporativos e permitirá a saída de fundos de venture capital que investiram na Caju.
A aquisição marca o fim de uma série de tentativas do iFood de consolidar sua presença neste setor. Anteriormente, o grupo havia tentado negociar com a Alelo, mas mudanças nas regras do Programa de Alimentação do Trabalhador (PAT) inviabilizaram o acordo. Após o impasse, o iFood retomou as conversas com a Caju, encontrando agora uma disposição mútua para fechar o negócio.
Expansão e Integração de Plataformas
A compra da Caju permitirá ao iFood Benefícios um salto de escala considerável. Atualmente, o iFood Benefícios atende 65 mil empresas e 1,7 milhão de usuários. Com a adição da Caju, que conta com mais de 70 mil empresas e 1,3 milhão de trabalhadores, a base combinada poderá chegar a 3 milhões de usuários, antes de considerar possíveis sobreposições.
Além de ampliar a distribuição de cartões, a transação une a expertise do iFood no consumo de refeições com a plataforma da Caju, que evoluiu de benefícios flexíveis para gestão de despesas corporativas e de pessoas. A Caju, fundada em 2020, se destacou por oferecer um cartão bandeira Visa que reunia diversos benefícios, atraindo investidores de tecnologia para um mercado tradicionalmente dominado por operadoras estabelecidas.
Cenário Competitivo e Próximos Passos
A operação ocorre em um momento de acirramento da concorrência no mercado de benefícios corporativos, estimado em mais de R$ 150 bilhões e com cerca de 22 milhões de usuários. Nos últimos meses, o setor tem visto a entrada de novos players e movimentações estratégicas.
O C6 Bank adquiriu a Alymente em setembro, e o BTG Pactual também ingressou na área. Startups como a Flash levantaram rodadas de investimento significativas, como os R$ 150 milhões anunciados recentemente. A Raiô, liderada pelo ex-CEO da GetNet, José Renato Hopf, também inicia sua expansão nacional.
Os players tradicionais, como Ticket (Itaú Unibanco), Alelo (Bradesco e Banco do Brasil) e Pluxee (ex-Sodexo, Santander), juntamente com a VR, ainda detêm mais de 80% do mercado.
A conclusão da compra da Caju pelo iFood Benefícios está sujeita à aprovação do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) e do Banco Central. Até que essas aprovações sejam obtidas, as operações de ambas as empresas continuarão independentes.
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