IFI: Brasil precisa de superávit de 2% do PIB para frear dívida

Destaques
- •Aumento do imposto de importação sobre máquinas e tecnologia pode gerar até R$ 20 bilhões extras em 2026.
- •País precisa de superávit primário acima de 2% do PIB para estancar o crescimento da dívida pública.
- •Gastos dos Estados e DF crescem mais que receitas, piorando cenário fiscal.
O ano de 2026 começou com uma perspectiva de inflação convergindo para a meta e sem a previsão de medidas econômicas drásticas. No entanto, o campo fiscal brasileiro é o principal ponto de atenção, segundo a IFI (Instituição Fiscal Independente).
O diagnóstico é claro: para estancar o crescimento da dívida pública e impulsionar investimentos estratégicos em infraestrutura e tecnologia, o Brasil precisaria de um superávit primário acima de 2% do PIB. Essa agenda de reformas estruturais, porém, parece ter sido adiada para 2027.
Enquanto isso, o governo federal elevou o imposto de importação de mais de 1.200 produtos em fevereiro, mirando máquinas e tecnologia. A medida, que visa reduzir o déficit na balança comercial desses setores, tem impacto arrecadatório imediato, com expectativa de R$ 14 bilhões a R$ 20 bilhões adicionais em 2026.
O cenário não é melhor nos Estados e Distrito Federal, onde o crescimento dos gastos superou as receitas em 2025, piorando o resultado primário. A tendência de desaceleração da atividade econômica e o aumento das despesas com pessoal e previdência são os principais vilões. A dívida bruta do governo geral já encerrou 2025 em 78,7% do PIB e a IFI estima que suba para 82,7% em 2026. 📉



