IEA: Escassez de diesel deve persistir até 2027 com guerra no Oriente Médio

Destaques
- •Oferta de diesel restrita até 2027, com estoques demorando a se recompor.
- •Preços do diesel atingiram máximas históricas em setembro, superando US$ 200 o barril.
- •Acordo Trump-Putin para fornecimento russo de diesel gerou críticas internacionais.
A Agência Internacional de Energia (IEA) sinalizou que o mercado de diesel continuará apertado ao longo de 2027. A oferta global sofreu um baque significativo, com estoques demorando a se recuperar, mesmo com a expectativa de aumento na produção das refinarias.
A situação foi agravada pela guerra contra o Irã, que desestabilizou rotas de fornecimento, e por ataques recentes na Arábia Saudita. Em setembro, as exportações globais de diesel caíram drasticamente, especialmente da Rússia e do Oriente Médio, impactando os preços.
Os preços no atacado dispararam, ultrapassando US$ 200 o barril em Singapura e atingindo picos de cerca de US$ 220 o barril na Europa e nos EUA. No varejo, os valores também bateram recordes na maioria das grandes economias.
Em meio a essa crise, um acordo entre Donald Trump e Vladimir Putin para que a Rússia fornecesse 300 mil toneladas métricas de diesel gerou controvérsia. Políticos europeus, como Valdis Dombrovskis do FMI, criticaram a medida, argumentando que não é hora de afrouxar sanções contra a Rússia.



