IA nas Empresas: Alertas de Segurança Disparam no Brasil com Novo Relatório da Netskope

Destaques
- •Violações de dados downstream são o segundo maior risco em IA corporativa no Brasil, afetando quase 1 em cada 10 alertas.
- •Adoção de IA corporativa no Brasil é alta (88% usam plataformas, 79% agentes de código), mas IA agêntica ainda engatinha.
- •Crescimento exponencial do uso do Model Context Protocol (MCP) no Brasil sugere predominância de uso humano, diferente do cenário global.
O uso de Inteligência Artificial nas empresas brasileiras está a todo vapor, mas a segurança da informação parece não acompanhar o ritmo. Um novo relatório da Netskope aponta que as violações de políticas de dados downstream – quando a IA retorna informações indevidas – já representam o segundo tipo mais comum de incidente, com quase 924 de cada 10 mil alertas.
Enquanto isso, no Brasil, a adoção de IA corporativa segue de perto a média global, com 88% das organizações já utilizando plataformas de IA e 79% adotando agentes para desenvolvimento de código. No entanto, o país ainda está em um estágio menos avançado na adoção da IA agêntica, com o uso do Model Context Protocol (MCP) sendo predominantemente humano, ao contrário do cenário global.
A frequência dessas violações downstream mais que dobrou no último ano, passando de uma média de 12 para 31 ocorrências por organização por semana. Esse crescimento é impulsionado pela rápida adoção do Model Context Protocol (MCP), que permite que sistemas de IA acessem um volume maior de dados corporativos, mas também cria oportunidades para que informações sensíveis sejam retornadas à pessoa ou ao agente errado.
As violações de políticas de dados upstream, onde dados sensíveis são enviados para uma aplicação de IA, continuam sendo o risco mais comum. Contudo, o relatório mostra que o conjunto de ameaças envolvendo IA corporativa está se ampliando, com o aumento de violações de filtragem de conteúdo e tentativas de prompt injection e jailbreaking.
A Shadow AI, uso de aplicações de IA pessoais por funcionários, também parece ter vindo para ficar. Atualmente, 30% dos usuários corporativos de IA utilizam apenas aplicações pessoais. Isso sugere que as organizações estão focando em mecanismos de controle para o uso dessas ferramentas, em vez de tentar migrar todos para plataformas gerenciadas.
O volume médio de prompts de IA triplicou no último ano, e o uso de aplicações de IA para desenvolvimento de código disparou. O relatório ainda destaca que 41% das organizações utilizam o Ollama para executar modelos de IA localmente, buscando maior controle sobre os dados. A situação exige uma evolução na forma como as empresas protegem suas informações, monitorando não apenas o que é enviado, mas também as respostas geradas pelos sistemas de IA.



