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IA: O Projeto Panamá que Devora Livros Antigos para Aprender

10 de agosto de 2026
IA: O Projeto Panamá que Devora Livros Antigos para Aprender

Destaques

  • Empresas de IA estão comprando livros antigos em massa para digitalizar e treinar modelos de linguagem.
  • O "Projeto Panamá" visa digitalizar "destrutivamente" obras, levantando preocupações sobre perda de acervo.
  • Especialistas debatem o valor da digitalização versus a conservação de metadados e exemplares raros.

Um livreiro em Badalona, Espanha, notou um padrão estranho de compras em massa de livros antigos vindos do Canadá. Pedidos repetidos e custos de envio exorbitantes levantaram suspeitas de fraude, mas a verdade era bem mais complexa e ligada à inteligência artificial.

A investigação revelou o "Projeto Panamá", um plano para digitalizar "destrutivamente" todos os livros do mundo para treinar Large Language Models (LLMs). O processo envolve o corte da lombada dos livros para digitalização rápida em escâneres industriais, resultando na destruição do exemplar original.

A prática levanta debates sobre a perda de acervo e a importância de metadados (como encadernação, anotações e ex-libris) que não são transferidos na digitalização. A preocupação é que, ao focar apenas no texto, se perca a riqueza histórica e cultural dos exemplares, especialmente obras underground sem ISBN. A solução proposta é que os próprios livreiros digitalizem e licenciem seus acervos, preservando tanto o conteúdo quanto os detalhes físicos dos livros.

Fontes

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