IA nas empresas: adoção avança, mas retorno financeiro ainda engatinha
Destaques
- •Apenas 6% das empresas atribuem pelo menos 5% de seu Ebit ao uso da IA, segundo McKinsey.
- •"High performers" redesenham processos e focam em crescimento e inovação, não só eficiência.
- •A transformação em escala depende de liderança, mensuração e gestão de riscos, além da tecnologia.
A adoção de inteligência artificial (IA) nas empresas está crescendo, mas o impacto financeiro ainda não acompanha essa expansão. Um relatório da McKinsey revela que apenas 6% das organizações conseguem atribuir pelo menos 5% de seu Ebit ao uso da IA, indicando um valor significativo obtido com a tecnologia.
Essas empresas, chamadas de "high performers", se destacam por uma ambição maior: buscam não só eficiência, mas também crescimento, inovação e transformação do negócio. Elas redesenham processos e sustentam a mudança com envolvimento da liderança, mensuração de resultados e gestão de riscos.
A diferença crucial está na abordagem: em vez de apenas adicionar ferramentas, os "high performers" repensam como o trabalho seria feito do zero com as novas capacidades da IA. Isso transforma ganhos pontuais de produtividade em valor empresarial real, como maior capacidade ou receita.
Essas empresas são mais propensas a investir mais de 15% do orçamento de tecnologia em IA e esperam aumentar esses investimentos. A chave para o sucesso, segundo a consultoria, é a coerência entre ambição, investimento e execução, com a liderança impulsionando a transformação em escala.



