IA nas Eleições: Candidatos já apostam em deepfakes e áudios sintéticos

Destaques
- •Inteligência artificial é usada em jingles, clipes e sátiras na pré-campanha eleitoral.
- •Mais de 70% dos conteúdos com IA não informam o uso da tecnologia, segundo pesquisa.
- •TSE e AGU lançam cartilha de boas práticas e regras mais rígidas para o uso de IA nas eleições.
A inteligência artificial já invadiu a pré-campanha eleitoral brasileira, com políticos e partidos criando vídeos e áudios sintéticos para divulgar suas mensagens. Desde jingles com vozes manipuladas até sátiras e reconstruções históricas, a tecnologia está sendo usada para colocar pré-candidatos em situações que nunca aconteceram.
O problema é que a maioria desses conteúdos, cerca de 73%, não informa o uso da IA, aumentando o risco de desinformação. Para tentar conter o avanço, o TSE e a AGU firmaram um acordo e divulgaram uma cartilha de boas práticas, que já vale para a pré-campanha.
A nova resolução eleitoral proíbe o uso de deepfakes para favorecer ou prejudicar candidaturas, mesmo com autorização, e estabelece regras claras para a identificação de conteúdos sintéticos. A fiscalização ficará mais rigorosa, com plataformas digitais tendo papel crucial na remoção de conteúdos irregulares.


