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IA na programação: comprar licenças não basta, é preciso repensar o trabalho

29 de julho de 2026

Destaques

  • Empresas gastam com IA, mas apenas 39% veem impacto no EBITDA.
  • Acelerar código não resolve gargalos em definição e validação.
  • O futuro é repensar processos e o papel do engenheiro.

A febre da IA na programação fez muita gente sair comprando licenças de ferramentas como o Copilot, esperando um salto automático na produtividade. A promessa era de acelerar o desenvolvimento, mas a realidade mostrou que escrever código mais rápido não é o único gargalo.

A McKinsey aponta que, apesar de 88% das empresas usarem IA, só 39% atribuem algum impacto no EBITDA. E quando há ganho, a contribuição raramente passa de 5%. Isso mostra que a transformação real vem de mudanças organizacionais, não só de tecnologia.

É como colocar um motor de Ferrari numa carroça: a potência aumenta, mas a estrutura limita. A IA acelera partes do processo, mas o impacto real só aparece quando a empresa repensa a forma de construir software.

O diferencial passa a ser a capacidade de compreender problemas, tomar decisões arquiteturais e garantir a qualidade, mesmo com a IA automatizando tarefas. A responsabilidade sobre segurança e arquitetura continua sendo humana.

A próxima vantagem competitiva não será apenas em quem usa IA, mas em quem consegue redesenhar seus processos para trabalhar melhor com ela. 🚀

Fontes

https://tiinside.com.br/feed/

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