IA na programação: comprar licenças não basta, é preciso repensar o trabalho
Destaques
- •Empresas gastam com IA, mas apenas 39% veem impacto no EBITDA.
- •Acelerar código não resolve gargalos em definição e validação.
- •O futuro é repensar processos e o papel do engenheiro.
A febre da IA na programação fez muita gente sair comprando licenças de ferramentas como o Copilot, esperando um salto automático na produtividade. A promessa era de acelerar o desenvolvimento, mas a realidade mostrou que escrever código mais rápido não é o único gargalo.
A McKinsey aponta que, apesar de 88% das empresas usarem IA, só 39% atribuem algum impacto no EBITDA. E quando há ganho, a contribuição raramente passa de 5%. Isso mostra que a transformação real vem de mudanças organizacionais, não só de tecnologia.
É como colocar um motor de Ferrari numa carroça: a potência aumenta, mas a estrutura limita. A IA acelera partes do processo, mas o impacto real só aparece quando a empresa repensa a forma de construir software.
O diferencial passa a ser a capacidade de compreender problemas, tomar decisões arquiteturais e garantir a qualidade, mesmo com a IA automatizando tarefas. A responsabilidade sobre segurança e arquitetura continua sendo humana.
A próxima vantagem competitiva não será apenas em quem usa IA, mas em quem consegue redesenhar seus processos para trabalhar melhor com ela. 🚀



