Tecnologia na Segurança: A Promessa Eleitoral que Esconde Armadilhas

Destaques
- •Políticos usam tecnologia de segurança como discurso eleitoral, prometendo eficiência e controle.
- •Soluções tecnológicas como reconhecimento facial e câmeras inteligentes podem falhar e violar direitos.
- •A narrativa tecnopunitivista associa avanço tecnológico a mais segurança, sem comprovação de efetividade.
Com a eleição batendo à porta, a segurança pública vira palco de disputa de narrativas. Políticos apostam em soluções tecnológicas, como câmeras e reconhecimento facial, para prometer controle e eficiência no combate ao crime.
Acontece que essa corrida por inovação esconde armadilhas. Iniciativas como o Smart Sampa já mostraram falhas, levando à condução indevida de 82 pessoas em poucos meses por inconsistências ou falsos positivos. A promessa de mais dados e vigilância, muitas vezes, se traduz em classificações opacas e pouca transparência sobre os reais impactos.
Mais do que ferramentas, essas tecnologias viram discurso tecnopunitivista, que associa avanço digital à segurança sem comprovação de efetividade. A questão é: será que estamos trocando direitos por uma falsa sensação de controle? 📉



