IA já mexe com a renda dos jovens no Brasil: quem perde e quem ganha?
Destaques
- •Jovens de 18 a 29 anos têm 4,8% menos chances de estarem empregados em profissões expostas à IA.
- •Trabalhadores mais experientes (30-59 anos) não mostram mudanças significativas em emprego ou renda.
- •A informalidade no Brasil pode explicar por que a IA afeta mais os salários do que o número de empregos formais.
A inteligência artificial já está redesenhando o mercado de trabalho, e os mais jovens, entre 18 e 29 anos, são os primeiros a sentir o impacto. Pesquisas indicam que eles têm menos chances de estarem empregados e ganham menos em profissões mais expostas à IA.
O estudo de Daniel Duque, do Ibre-FGV, cruzou dados da PNAD Contínua e mostrou que, para essa faixa etária, a chance de estar trabalhando caiu 4,8%, com uma redução salarial de 7%. O fenômeno é global, mas no Brasil, a alta informalidade agrava a situação, com jovens tendo menos acesso a empregos com carteira assinada.
Enquanto isso, trabalhadores mais experientes e profissões manuais parecem menos afetados. A adoção da IA ainda está no começo, mas já mostra que a transformação é real e afeta diretamente quem está começando a carreira. 📉


